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Análise de diagnósticos radiográficos periapicais sugestivos de lesões refratárias

Por: Colaborador(es): Tipo de material: ArtículoIdioma: Portugués Editor: 2019Descripción: 6 páginasTema(s): En: Revista da Associação Paulista de Cirugiões Dentistas v. 70 n. 2 (2016)Resumen: Cicatrizes fibrosas periapicais podem ter aspecto radiográfico semelhante a lesões periapicais, levando ao plano de tratamento incorreto. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar um confronto entre o diagnóstico radiográfico e histopatológico de dentes que foram tratados endodonticamente e apresentaram "lesões periapicais" detectadas radiograficamente após 18 meses do tratamento. Dez pacientes submetidos ao tratamento endodôntico adequado e apresentando imagem radiolúcia persistente 18 meses pós-tratamento, tiveram cirurgia paraendodôntica indicada. Durante a cirurgia, o tecido em volta do ápice foi removido e mergulhado em solução de formalina 10% para processamento histopatológico através de coloração de HE. O ápice removido na apicectomia foi mantido em glutaraldeído 2% e processado para análise por microscopia eletrônica de varredura. Dentre os 10 casos sugestivos de lesão periapical, em apenas um caso foi confirmado diagnóstico de cisto, um caso de granuloma, e os outros oito casos confirmaram cicatriz fibrosa. Em nenhum dos casos foi detectada a presença de bactéria extrarradicular, somente infiltrado inflamatório e presença de células de defesa como linfócitos e neutrófilos, além de hemácias, tecido conjuntivo e colágeno. Pode-se concluir que a radiográfica convencional não constitui ponto conclusivo no diagnóstico de lesões periapicais.
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Cicatrizes fibrosas periapicais podem ter aspecto radiográfico semelhante a lesões periapicais, levando ao plano de tratamento incorreto. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar um confronto entre o diagnóstico radiográfico e histopatológico de dentes que foram tratados endodonticamente e apresentaram "lesões periapicais" detectadas radiograficamente após 18 meses do tratamento. Dez pacientes submetidos ao tratamento endodôntico adequado e apresentando imagem radiolúcia persistente 18 meses pós-tratamento, tiveram cirurgia paraendodôntica indicada. Durante a cirurgia, o tecido em volta do ápice foi removido e mergulhado em solução de formalina 10% para processamento histopatológico através de coloração de HE. O ápice removido na apicectomia foi mantido em glutaraldeído 2% e processado para análise por microscopia eletrônica de varredura. Dentre os 10 casos sugestivos de lesão periapical, em apenas um caso foi confirmado diagnóstico de cisto, um caso de granuloma, e os outros oito casos confirmaram cicatriz fibrosa. Em nenhum dos casos foi detectada a presença de bactéria extrarradicular, somente infiltrado inflamatório e presença de células de defesa como linfócitos e neutrófilos, além de hemácias, tecido conjuntivo e colágeno. Pode-se concluir que a radiográfica convencional não constitui ponto conclusivo no diagnóstico de lesões periapicais.